quinta-feira, 26 de junho de 2008

Na telinha e no final do semestre

Depois de jornal,rádio,tinha chegado um dos mais aguardados momentos.Era a hora da televisão.Talvez um dos mais aguardados pois quando falamos que seremos jornalistas, logo uma avó comenta"Que bom,meu neto vai ser apresentador do jornal nacional".É um comentário de todos os familiares que querem ver seus netos/filhos na "telinha". O nosso programa era dividido em dois blocos.O primeiro seria uma entrevista com algum profissional de fora da PUCRS e o segundo um debate.Decidido o assunto do debate e já marcado a entrevista com o profissional,tudo se encaminhava para uma quinta feira calma e tranquila.Mas a vida do jornalista nunca é tranquila.Faltando 15 minutos para o nosso programa,a entrevistada ainda não tinha chegado.Corri ao prédio da nutrição para conseguir alguma professora mas não obtive sucesso.Quando cheguei no estúdio,ali estava a nossa entrevistada.A entrevista foi muito boa.É claro,na televisão é tudo diferente.Fiquei com medo antes e nervoso durante o programa.Resultado:errei na hora de perguntar e fiquei me mexendo todo na cadeira .
Se errei ou não,não importa.Todos nós estamos recém começando e é óbvio que temos o direito de errar.O que posso pensar após um semestre de jornalismo?Que quero ser jornalista,quero viver na loucurua da redação,nos estúdios da rádio e ...bom,na televisão, agente conversa mais tarde...

Mais uma experiência

A mesma rotina do jornal mas agora um outro grupo.O nosso grupo de rádio era grande,10 pessoas.E o problema era trabalhar junto com colegas tão diferentes,que nunca tinham trabalhado juntos antes.Como falei antes,a minha editoria de economia trabalhou junto,se respeitando e gostei muito do nosso grupo de trabalho.Mas já a nossa equipe de rádio não posso falar o mesmo.
Um dia antes do programa,o grupo inteiro se reuniu.E o encontro foi muito ruim. Pessoas não respeitando a opinião dos outros,outras se estressando demais.Um clima ruim que tinha tudo para influenciar em um programa de péssima qualidade.
Mas quem é que vai brigar,temos é que trabalhar e aprender a ouvir algumas coisas,não é?O programa ficou muito bom,a trilha sonora ficou perfeita,e os assuntos do dia ficaram muito bem distribuídos. Gostei muito da experiência no rádio e talvez no futuro esteja trabalhando nesse meio de comunicação. Mas como sempre digo,não podemos prever o futuro e qualquer meio,rádio,jornal,internet,trabalharei com muita dedicação e orgulho.

Ao vivo e a cores

Todos chegaram na hora para o programa de TV. O susto maior foi a nossa convidada que apareceu um pouco depois do combinado, mas ainda com uma pequena folga para o programa começar. O problema é que se caso ela não chegasse, nós não teríamos o plano B. E ficaria muito chato para o grupo.

Tivemos que contar com a sorte. Espero que jamais faça isso de novo. Na próxima haverá plano Z se preciso.

O programa correu bem e ficou dentro do que foi proposto. Isso é que importa. Como era a primeira vez de todos na televisão e ao vivo, erros já eram esperados. Mas nada afetou a boa continuidade tanto da entrevista quanto do debate.

Na prática

Seguindo o exemplo de todos os módulos, teremos daqui uma hora, nossa prática em TV. Um programa de 20 minutos, divididos em dois blocos de 10. O primeiro é uma entrevista com alguém vindo de fora da PUC e o segundo um debate.

Será transmitido ao vivo. Simples: ansiedade.

O grupo é o mesmo do rádio. Neste momento estamos no laboratório assistindo os demais grupos. Não estamos com a escalação completa. Maurício ainda não chegou.

As transformações da TV

Aula passada discutimos, após a leitura de texto, as mudanças que a TV vem sofrendo nos tempos atuais, com o conceito de Televisão Digital. Tal tipo de transmissão, como dito anteriormente, não oferece apenas qualidade de imagem, mas possibilita que o telespectador faça escolhas do conteúdo que quer ver e quando o quer fazer.

No Brasil, as transmissões digitais começaram em São Paulo e há pouco tempo chegaram ao Rio de Janeiro. A interatividade é inexistente, pelo menos por enquanto, e o que oferece é transmissão em alta definição. A imagem perfeita, sem "chuviscos" ou "fantasmas".

Seguindo a trilha da participação do espectador no desenvolver da programação encontra-se a série Lost. Ela é repleta de mistérios que não podem ser desvendados apenas assistindo o que passa na TV. O mundo de Lost está sendo desbravado na rede. Os episódios são assistidos, gravados, assistidos novamente e parados constantemente para que se possam achar as peças do complexo quebra-cabeça. Quem faz isso? O espectador Lostmaníaco.

E quem não se encaixa neste conceito? Não consegue captar todos os detalhes e se perde. Quem quer assistir Lost deve correr atrás. Esta série é um exemplo de interatividade e participação do público. Talvez seja um baque para o espectador, mas a tendência parece ser a adaptação. Tudo é 2.0 hoje. A TV também vai ser.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

História da TV

Fim do módulo rádio, início da etapa final: televisão. Dia 12 de junho, tivemos nossa aula teórica sobre a história deste meio de comunicação. Aí vão algumas pinceladas sobre o assunto.

Inicialmente, a idéia de TV era ter o rádio com imagem. Os primeiros aparelhos eram isso na verdade. Eram rádios com um tubo de neón que emitia imagens vermelhas em pequena dimensão. Imagens em movimento apareceram em 1925, em Londres e o primeiro sistema completo, veio dois anos depois. Com o rápido desenvolvimento dos aparelhos e com a novidade de se ter imagem além do som, o primeiro serviço analógico de televisão surgiu em 1928 em Nova Iorque.

O grande impulso para a propagação na Europa deste meio de comunicação ocorreu em 1936 durante as olimpíadas de Berlim. Com o fim da Segunda Guerra Mundial a televisão começou a crescer mais. Os avanços tecnológicos ocorridos no período do conflito foram muito grandes e com isso a televisão desenvolveu-se também. O grande problema era o preço dos aparelhos da época, fator que não possibilitava que tal meio de comunicação se popularizasse. Em 1954, na rede norte-americana NBC, surgiu a televisão a cores.

Como já era de se esperar, no Brasil a televisão demorou a chegar. Em 28 de maio de 1948, vinte anos após o surgimento do primeiro serviço analógico de transmissão televisiva nos EUA, ocorreu a primeira transmissão brasileira. Detalhe, foi uma partida de futebol. O responsável por isso foi Olavo Bastos Frias. Mas apesar deste possível atraso em relação aos outros países, o Brasil foi o quarto país do mundo a ter uma emissora de TV. Em 1950 a Tupi de São Paulo fez suas primeiras transmissões comerciais.

Um ano depois foi inaugurada a TV Tupi do Rio. Na abertura, o primeiro talk-show da televisão brasileira, Falando Francamente, com o cantor francês Maurice Chévalier, feita pelo jornalista Arnaldo Nogueira. O responsável por isso foi o também jornalista Assis Chateaubriand.

A conhecida apresentadora Hebe Camargo, começou no segundo dia de transmissões televisivas do Brasil. A televisão brasileira começou a crescer numa época de economia favorável. Em 1953 surgiu a Rede Record e em 1965 a Rede Globo, hoje a maior rede de televisão do país.

Detalhe interessante: o video-tape (VT) surgiu tempos depois, logo tudo era feito ao vivo no princípio da TV brasileira. Outro aspecto importante é que como não havia profissionais de TV, os redatores vinham do rádio e eram adaptados.

Com o tempo a televisão se popularizou no Brasil também. Assistir o futebol, a novela das oito, o telejornal faz parte do dia-dia de muitos brasileiros de diferentes classes sociais. O aparelho é o eletrodoméstico mais popular da casa. Pode estar no quarto, na sala, na cozinha... Tem diversos tamanhos diferentes. Mas sofre algumas limitações: não tem a mobilidade do rádio, por exemplo e exige uma atenção maior do público, afinal é preciso captar a imagem e som.

No nosso país, também deixou de ser o eletrodoméstico mais vendido no ano passado. Perdeu para o computador. Sinal que os tempos estão mudando. O computador, mais especificamente o combo computador+internet oferece a tal da interatividade. O "cliente" deixa de ser espectador e passa a atuar. Se a TV quiser continuar a ser a atração da casa ela vai ter que mudar. E ela vai de fato, ou melhor, já está mudando. A TV digital promete oferecer interatividade, além de maior qualidade de imagem, a HDTV, ou televisão de alta definição. Mas isso é tema para o próximo post.

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*tenho tido problemas em adicionar imagens. Isso tem atrasado e empobrecido meu trabalho no blog.
se o problema for resolvido, em breve o texto será ilustrado.

domingo, 8 de junho de 2008

Experiência no rádio

Quinta-feira passada, dia 5 de junho, tivemos nosso exercício prático na rádio. O objetivo era criar e apresentar um programa jornalístico de vinte minutos. Os grupos haviam sido formados uma semana antes e houve também o sorteio da ordem dos programas.

Meu grupo era formado por: Allan Kuwer (meu colega de blog), Helena Gertz, Ian Corrêa, Marja Camargo, Matheus Strelow, Maurício Tomedi, Ramiro Macedo, Teófilo Menezes e Voltaire Santos. Fomos o primeiro grupo a ser sorteado. Azar ou sorte? Não sei responder, mas a parte interessante é que teríamos que por em prática uma organização maior que os demais grupos porque não haveria tempo suficiente para "últimos acertos antes do programa ir ao ar".

Combinamos de reunir o grupo na terça e quarta-feira anteriores ao programa para definir o roteiro, quem seriam os âncoras e quem seriam os repórteres. Stress básico na reunião. Pessoas pensam diferente, obviamente, e isso causa um pouco de atrito. Ficou definido assim: Helena e eu serámos os âncoras porque já fazemos estágio na rádio e temos uma noção maior de como operar os equipamentos. Os demais seriam repórteres cuja ordem e assuntos seguem aqui: Matheus (política), Ramiro (economia), Marja (mundo), Teófilo (cultura), Ian (polícia), Allan (geral), Maurício e Voltaire (esporte).

O roteiro foi baseado no do programa Café da Manhã que vai ao ar de segunda a sexta na Radiofam. Helena e eu participamos dele e m dias diferentes. Ian e Voltaire fazem o programa Fato consumado, mas pela decisão do grupo acreditamos que o primeiro roteiro se assemelharia mais.

Tudo certo no roteiro, mas faltava a trilha do programa. Helena Gertz sugeriu um jazz e trouxe um playlist com umas quinze músicas. Escolhemos Highblown de Chet Baker. Música muito legal por sinal, aprovada por todos os integrantes do grupo.

Chegou então o dia do programa. Não estávamos tão nervosos e isso contribuiu para o bom andamento do trabalho. Às oito horas fomos para o laboratório no térreo, passando a roleta, dobra-se à direita e encaminha-se para a última porta azul. Últimas dicas de Fábian e Pellanda e boa-sorte. Saímos do laboratório e fomos para o estúdio. Helena foi para a mesa de som, Strelow sentou do seu lado, Ramiro de frente para ele e eu deveria sentar-me de frente para ela, mas tive que voltar correndo para o laboratório e pegar um cabo USB a fim de passar a trilha do programa para o computador do estúdio. Corri e voltei para meu lugar. Às oito hora e trinta e três minutos começava o Plantão da Manhã.

O programa correu bem, segundo os professores, mas tivemos alguns errinhos mais "técnicos", como o volume da trilha do programa e quando esta deveria entrar. Apesar de metade do grupo nunca ter participado dos programas da rádio antes dessa ocasião, todos falaram muito bem. Mesmo assim quando o professor Fábian perguntou-nos o que tínhamos achado do resultado, me antecipei e disse que não tinha gostado. Justifiquei isso dizendo que em alguns momentos os repórteres se perdiam mas não por culpa deles. Talvez a presença dos âncoras tenha pecado um pouco nas transições de uma notícia para outra. Talvez não tenha ficado claro para eles e puxei a culpa para mim.


Fábian só me olhou e indagou: "Quantas vezes vocês já haviam feito isso?". Não precisei nem responder e ele disse ainda que os tais problemas técnicos não importavam.

Com um resultado considerado bom pelos professores, ficamos felizes. Gostei da experiência e penso seriamente em fazer rádio futuramente. Vimos a importância do roteiro, pricipalmente nos momentos em que nos perdemos. Sem o roteiro não conseguiríamos consertar os erros e ficaria aquele silêncio chato.

Gostaria de destacar ainda a fala de Allan. Para mim ele foi um dos que melhor falaram, senão o melhor. E isso não é puxação de saco só porque fazemos o blog juntos.

O próximo módulo será TV e, como fomos os primeiros no rádio, seremos os últimos a ir ao ar. Respondo agora à pergunta lá do início do texto: acho que foi sorte.