sábado, 31 de maio de 2008

Nas ondas do rádio


Faz tempo que deixei meu último post aqui. Sei que não deveria ficar justificando este erro, mas o motivo desta falha foram os diversos imprevistos ocorridos nesta semana que passou. Estava programado para escrever na última terça-feira, 27 de maio o que foi impossível devido a um trabalho de outra disciplina que me tomou quatro dias inteiros para ficar pronto. Na verdade levaria dois, mas o arquivo corrompeu e perdi tudo.

Como uma tarefa atrasa para ficar pronta, as outras atrasam para começar. Portanto aqui vai o primeiro post do módulo rádio, que já deveria ter ido para a rede a mais tempo.

Na segunda metade do século XIX, a descoberta das ondas eletromagnéticas e estudos realizados a respeito da propagação das mesmas, atribuídos ao físico alemão Henrich Rudolph Hertz, serviram de combustível para que se inventasse o rádio que hoje conhecemos.

No início, tais tipos de transmissão eram vistos como de aplicação para a "telegrafia sem fio", mas posteriormente começou-se a estudar uma forma de transmitir voz e não apenas sinais. Na Europa, esta atividade é atribuída ao italiano Guglielmo Marconi. E no Brasil, o pioneiro do rádio foi o padre gaúcho Roberto Landell de Moura, que fazia seus estudos sobre o assunto em São Paulo. Detalhe interessante é que ambos buscavam o mesmo resultado, na mesma época, sem nunca terem se falado ou mesmo conhecerem um ao outro.



O padre gaúcho criou diversos equipamentos de telefonia e telegrafia sem-fio e tinha nas suas teses a prévia de diversos ramos da tecnologia das telecomunicações, incluindo "radiodifusão", "satélites de comunicações" e "raios laser".



Como em outros casos, o brasileiro é injustiçado e Marconi é reconhecido como o pai do rádio. Injustiçado porque enquanto as transmissões do italiano cobriam curtíssimas distâncias, o padre Landell de Moura já havia recebido do governo brasileiro a carta patente nº 3279 dando-lhe os méritos de pioneirismo científico, universal, no ramo das telecomunicações.

Landell de Moura vai então para os Estados Unidos em 1901 e em 1904 o The Patent Office at Washington lhe concede patentes de três inventos: o telégrafo sem-fio, o telefone sem-fio e o transmissor de ondas sonoras.

A partir daí, o Rádio começa a ser explorado nas telecomunicações cada vez mais. Em 1922, no Brasil, ocorre a primeira transmissão do nosso país. O presidente da época, Epitácio Pessoa, discursa no Rio de Janeiro. Um ano depois surge a primeira emissora nacional a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquette Pinto e Henrique Moritze.

Mais tarde nos Estados Unidos em 31 de outubro 1938, dia das bruxas, o rádio mostrou o seu poder de influência sobre as pessoas. Nesse dia, a emissora CBS simula uma invasão de marcianos à Terra. Para isso, adapta um trecho de Guerra dos Mundos (H.G. Wells), lido pelo ator e cineasta Orson Wells. Instala-se a desordem porque as pessoas acreditam naquilo que ouvem.

Na Segunda Guerra Mundial, o rádio funciona como o grande meio de comunicação e informação, tanto para os fins militares como para a sociedade em geral. Ele é explorado juntamente com o cinejornal como forma de propaganda de Adolf Hitler, também. O líder nazista era auxiliado por pessoas especializadas na propaganda, tanto nos seus discursos falados, como na produção de vídeos. Apesar de ter uma baixa estatura, ele aparecia nas imagens como um líder grandioso. Isso se deve a técnicas de filmagem e fotografia, que se utilizam de certos ângulos para dar tais efeitos. Essas técnicas são usadas ainda nos tempos atuais.

No Brasil esta época era o auge do Repórter Esso, o primeiro noticiário de Radiojornalismo do Brasil. Posteriormente foi também para a televisão. Os locutores mais marcantes desse programa foram Gontijo Teodoro, Luís Jatobá e Heron Domingues.

Com a invenção da TV e com a popularização da mesma, tempos depois, o rádio começa a perder seu espaço. Ele deixa de ser o aparelho em volta do qual a família se junta todas as noites para ouvir notícias ou radionovelas. Dessa forma ele precisa se adaptar. Com a invenção do transistor, que substitui as válvulas, ele pode diminuir de tamanho. Com isso ele ocupa outra função, espaço e tempo. Ele vai para o bolso, para o carro, para o Gre-Nal, vira despertador e chega ao celular. Torna-se portátil, compacto e prático.
Fontes das imagens (por ordem de aparição)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Um stress gostoso

Uma coisa é aprender,ver como se faz,outra é colocar em prática. Sim,essa frase define tudo. Já tínhamos lido textos sobre jornal,acompanhamos um vídeo sobre o jornal mas faltava o nosso jornal,o jornal da turma. Tudo começou com a escolha da editoria.Estava certo que iria para a de esporte pois eu amo esporte.Mas os professores,com aquelas palavras inteligentes e experientes,comentaram que era melhor escolhermos uma editoria que não tínhamos muito contato.Assim como a vida de um jornalista,que tudo é o momento e que precisa de muita iniciativa,entrei na editoria de economia.Reunimos toda a editoria e discutimos os assuntos.Sugeri ao grupo uma matéria sobre os jovens que investiam na bolsa de valores e todos gostaram.Resultado:a matéria era minha.Tudo organizado,todos com as suas atividades,era hora de correr para fazer a matéria.Fiz meus contatos e consegui uma entrevista para minha matéria.O problema era que o entrevistado só chegava quarta,e a matéria era pra estar pronta na quinta.Como jornalista,bolei um plano B e entrevistei um jovem formado na UFRGS que palestrava no Labmec,laboratório de mercado de investimento,na Pucrs.Liguei 3 vezes na parte da manha para meu entrevistado e ele ainda não tinha chegado do Rio de Janeiro.Começava ai o stress.Na parte da tarde liguei mais algumas vezes e ele ainda estava no Rio de Janeiro.Até que finalmente,consegui falar com ele e me disse que as 17 e 30 a entrevista estava perfeito.Corri para o escritório dele e consegui a entrevista.Ele me recepcionou muito bem e consegui uma ótima entrevista.Voltei para casa e comecei a digitar toda a matéria.Ficou pronta mas e os caracteres?Mais um stress,como deletar partes de um texto que para você está perfeito?Com a ajuda dos professores e dos meus colegas cortei parte dos textos.Depois do texto pronto,eu precisava de uma foto.Fui a uma palestra sobre a bolsa de valores e lá estavam presentes muitos jovens.Tirei minhas fotos,e até que ficaram relativamente boas.A última parte do trabalho foi a diagramação dos textos.O que aprendi nessa minha curta experiência como jornalista?Que trabalhar em um jornal é uma atividade de união,de companheirismo e que o bom relacionamento com as pessoas é a chave para o sucesso.Gostei da experiência,gostei de como a nossa editoria trabalhou,todos se ajudando,se haviam críticas,eram feitas com educação e não com arrogância.Agora,começa uma nova etapa,vamos fazer um programa de rádio.Já participei de dois programas dos meus amigos Ian e Voltaire na Radiofam,e adorei participar.Ainda não sei se trabalharei em rádio,jornal,internet ou televisão mas uma coisa tenho certeza:as experiências nas aulas estão sendo muito positivas e estamos aprendendo muito .Agora que venha o rádio,a televisão,e que o nosso jornal seja um sucesso.

domingo, 11 de maio de 2008

Encerramento de uma etapa, começo de uma nova

A diagramação dos jornais foi a parte final da etapa de jornais impressos. Durante esse módulo transformei o blog em um "diário da redação" e, em postagens curtas, fazia um breve relato do que se passava na prática. Isso rendeu o "Loucura na redação" em duas partes, que representaram dois momentos diferentes na construção do nosso jornal. Faço agora uma análise da primeira impressão que tirei desta prática.

Paciência, praticidade, criatividade e rapidez (não necessariamente nesta ordem) mostraram-se palavras que formam a imagem do que pode vir a ser, daqui alguns anos, o meu dia-dia de jornalista. Quando se diz que o jornalista precisa ser rápido, por exemplo, interligam-se várias outras idéias, como a rapidez em formar o texto na mente, a velocidade em digitá-lo nas teclas do computador e até mesmo a rapidez com que o tempo passa quando se quer fazer um bom trabalho. Em um flash é que as coisas acontecem e não pode ser de outro jeito.

Praticidade ilustra o fato do saber manipular tanto o programa de edição do texto, com seus diversos comandos e formatações possíveis, até o próprio texto. Ser prático na hora de substituir palavras ou frases afim de deixá-lo com a extensão desejada, ou melhor, determinada. Também exemplifica o "trabalhar sem muita frescura", ou seja, preocupar-se em primeiro lugar com o conteúdo. Saber primeiro o que e como escrever, para depois escolher a forma, o layout da página. Se vai ficar num box, numa coluna, no centro da página e principalmente, se vai ter mais caracteres que o texto do fulaninho NÃO é o mais importante. O que adianta perder tempo escolhendo como será a disposição do texto se não tiver a menor idéia do que escrever? A forma pode ser básica, o conteúdo é que deve ser relevante.

Criatividade, a chave para deixar a reportagem marcada com a identidade de quem escreve e não apenas um texto burocrático, cansativo e extremamente chato. Ser criativo na hora do título ou da legenda da foto, escolhida entre tantas outras, chama a atenção do leitor. Obviamente existe uma certa "dose" máxima de criatividade a ser exposta. É preciso, em primeiro lugar, que o público entenda que mensagem se quer passar com aquilo que entitulamos nossos textos e imagens, ou ninguém lerá.

E paciência... Esta virtude é necessária para trabalhar correndo atrás do relógio ou na hora de rezar para que o computador não tranque antes de salvar o documento. Paciência enquanto negocia com os demais colegas, que sempre pensam diferente. Saber aceitar o ponto de vista do outro e não sair batendo de frente com todo mundo é fundamental. Quando tudo dá errado e tem que recomeçar, a nossa amiga paciência se torna uma ferramenta indispensável. E para esperar o resultado do empenho e da dedicação. Angústia corresponde ao sentimento que se tem quando não se sabe como ficou ou como será recebido pelo público o material desenvolvido.


O que posso tirar dessa experiência? Que eu quero e vou ser jornalista. VOU FAZER PARTE DA LOCURA! Estou realmente determinado e acredito que nada mais pode parar este meu desejo. Bom, acho que era isso. Até o fim do semestre teremos ainda os módulos de rádio e televisão e as postagens do blog.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Loucura na redação, parte II

Após a folga que tivemos no feriado do dia 1º de maio, voltamos a trabalhar na "redação" hoje. O título já diz tudo. Mais uma vez foi uma loucura no ambiente de trabalho. Só que dessa vez era para a diagramação dos textos. Com fotos já escolhidas e textos corrigidos na última aula, dessa vez era "só" colocá-los na página. Simples assim? NÃO! Ao colocar os textos na fôrma ainda era preciso modelá-los a fim de preencher o espaço necessário e em alguns casos remover os excessos. Entrou em cena a atre de editar o texto, ou seja, retalhá-lo, fazer cirurgia plástica, cortá-lo...

É óbvio que nós alunos (BIXOS ainda por cima) não temos a menor prática em cortar o texto. Talvez até nem a prática seja o problema, acho que é pena mesmo. Tirar pedaços e reescrever aquilo que muitas vezes achávamos uma obra prima é realmente difícil. Mas como o professor Fábian disse:

"A vida é assim, e aqui nós vamos trabalhar de acordo com a realidade.
Portanto mãos à obra."

E isso foi feito. A ordem era que cada editoria utilizasse apenas um computador para que tudo já ficasse reunido. Assim, foi editado um texto de cada vez e conforme avançávamos os professores eram chamados cada vez mais para nos socorrer. Não tive grandes problemas em diagramar meu texto, mas, não sei por que, li várias vezes o mesmo para ver se não havia nada de errado. Acho que não. Ou melhor, espero que não.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A origem do termo foca

Muito pressionado pelo meu grande amigo e companheiro de blog Fernando,estou aqui de novo postando.A diferença é que ele é um workaholic,expressão em inglês que significa viciado em trabalho, e eu sou um estudante ocupado e meio desorganizado talvez.Mas chega de conversa boba,vamos ao que interessa.O nosso blog tem como título"A gente é foca,baby!!!",mas o que seria foca é o que as pessoas em geral e a maioria dos estudantes de jornalismo se pergunta.Procurando na internet pela origem do termo encontrei em um blog,de estudantes de Jornalismo na Puc,um texto do jornalista Valdir Sanches explicando a origem do termo e mais algumas palavras típicas do universo jornalístico.

Pingão da Marta, boneco do Covas
por Valdir Sanches


"Desce o pingão." Não é conversa de bar, é de redação. Na redação dos jornais, sugeria-se um "pergunta e resposta", quando a idéia era publicar uma entrevista dessa forma. Depois, passou a ser um "pingue-pongue". Com o tempo, os jornalistas, por pressa ou preguiça, aboliram o pongue. "Vamos fazer um pingue com o secretário."Ora, uma entrevista longa, que resulta num texto grande, passou a ser um pingão. "Desce o pingão com a Marta." Esse "desce" se explica: antes da informatização, as matérias, batidas à máquina, em laudas de papel, desciam para a oficina. Hoje, vão pelo cabo do computador.
Em termos de jargão do jornalismo há exemplos clássicos. Foto do entrevistado é "boneco". "Vou dar um boneco do Covas aqui no alto", diz o editor, apontando para a página. A continuação de uma matéria, na edição do dia seguinte, é "suíte". O chefe da reportagem: "Vamos suitar a invasão dos sem-teto". "Matéria" mesmo, em lugar de "reportagem", é um jargão. Em certas redações, antigamente, você flagrava um editor pedindo a um repórter: "Cerca essa vaca para mim." Geralmente era para apurar melhor uma notícia surgida "em cima do fechamento". Ou seja, perto do horário de fechamento da edição - hoje, em alguns casos, pernosticamente chamado "dead line". Mas, voltando à vaca. O que acontecia é que ela estava indo para o brejo...Outro bicho, este marcante no jargão do jornalismo, é a foca. Na verdade, "o" foca. Jornalista novo, inexperiente. Um foca. Consta que o apelido vem dos remotos tempos do flash a magnésio. Os fotógrafos dos jornais preparavam suas máquinas: focavam e deixavam o obturador (uma pequena "janela") aberto. Quando todos estavam prontos, alguém riscava um fósforo numa placa de magnésio e ela "explodia" num clarão. Essa luz passava pelo obturador aberto e impressionava a chapa, o avô do filme. Ocorre que alguns fotógrafos, inexperientes, demoravam para preparar a máquina - e atrasavam os outros. "Péra aí, estou focando." E os outros: "Foca logo, caramba". E mais tarde... "Ih, lá vem o foca". Esta é a história que eu conheço. Vendo o peixe como comprei.


Blog dos estudantes pesquisado :Deborah Cattani e Igor Carrasco http://tahnoar.blogspot.com/