domingo, 11 de maio de 2008

Encerramento de uma etapa, começo de uma nova

A diagramação dos jornais foi a parte final da etapa de jornais impressos. Durante esse módulo transformei o blog em um "diário da redação" e, em postagens curtas, fazia um breve relato do que se passava na prática. Isso rendeu o "Loucura na redação" em duas partes, que representaram dois momentos diferentes na construção do nosso jornal. Faço agora uma análise da primeira impressão que tirei desta prática.

Paciência, praticidade, criatividade e rapidez (não necessariamente nesta ordem) mostraram-se palavras que formam a imagem do que pode vir a ser, daqui alguns anos, o meu dia-dia de jornalista. Quando se diz que o jornalista precisa ser rápido, por exemplo, interligam-se várias outras idéias, como a rapidez em formar o texto na mente, a velocidade em digitá-lo nas teclas do computador e até mesmo a rapidez com que o tempo passa quando se quer fazer um bom trabalho. Em um flash é que as coisas acontecem e não pode ser de outro jeito.

Praticidade ilustra o fato do saber manipular tanto o programa de edição do texto, com seus diversos comandos e formatações possíveis, até o próprio texto. Ser prático na hora de substituir palavras ou frases afim de deixá-lo com a extensão desejada, ou melhor, determinada. Também exemplifica o "trabalhar sem muita frescura", ou seja, preocupar-se em primeiro lugar com o conteúdo. Saber primeiro o que e como escrever, para depois escolher a forma, o layout da página. Se vai ficar num box, numa coluna, no centro da página e principalmente, se vai ter mais caracteres que o texto do fulaninho NÃO é o mais importante. O que adianta perder tempo escolhendo como será a disposição do texto se não tiver a menor idéia do que escrever? A forma pode ser básica, o conteúdo é que deve ser relevante.

Criatividade, a chave para deixar a reportagem marcada com a identidade de quem escreve e não apenas um texto burocrático, cansativo e extremamente chato. Ser criativo na hora do título ou da legenda da foto, escolhida entre tantas outras, chama a atenção do leitor. Obviamente existe uma certa "dose" máxima de criatividade a ser exposta. É preciso, em primeiro lugar, que o público entenda que mensagem se quer passar com aquilo que entitulamos nossos textos e imagens, ou ninguém lerá.

E paciência... Esta virtude é necessária para trabalhar correndo atrás do relógio ou na hora de rezar para que o computador não tranque antes de salvar o documento. Paciência enquanto negocia com os demais colegas, que sempre pensam diferente. Saber aceitar o ponto de vista do outro e não sair batendo de frente com todo mundo é fundamental. Quando tudo dá errado e tem que recomeçar, a nossa amiga paciência se torna uma ferramenta indispensável. E para esperar o resultado do empenho e da dedicação. Angústia corresponde ao sentimento que se tem quando não se sabe como ficou ou como será recebido pelo público o material desenvolvido.


O que posso tirar dessa experiência? Que eu quero e vou ser jornalista. VOU FAZER PARTE DA LOCURA! Estou realmente determinado e acredito que nada mais pode parar este meu desejo. Bom, acho que era isso. Até o fim do semestre teremos ainda os módulos de rádio e televisão e as postagens do blog.

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