sexta-feira, 2 de maio de 2008

A origem do termo foca

Muito pressionado pelo meu grande amigo e companheiro de blog Fernando,estou aqui de novo postando.A diferença é que ele é um workaholic,expressão em inglês que significa viciado em trabalho, e eu sou um estudante ocupado e meio desorganizado talvez.Mas chega de conversa boba,vamos ao que interessa.O nosso blog tem como título"A gente é foca,baby!!!",mas o que seria foca é o que as pessoas em geral e a maioria dos estudantes de jornalismo se pergunta.Procurando na internet pela origem do termo encontrei em um blog,de estudantes de Jornalismo na Puc,um texto do jornalista Valdir Sanches explicando a origem do termo e mais algumas palavras típicas do universo jornalístico.

Pingão da Marta, boneco do Covas
por Valdir Sanches


"Desce o pingão." Não é conversa de bar, é de redação. Na redação dos jornais, sugeria-se um "pergunta e resposta", quando a idéia era publicar uma entrevista dessa forma. Depois, passou a ser um "pingue-pongue". Com o tempo, os jornalistas, por pressa ou preguiça, aboliram o pongue. "Vamos fazer um pingue com o secretário."Ora, uma entrevista longa, que resulta num texto grande, passou a ser um pingão. "Desce o pingão com a Marta." Esse "desce" se explica: antes da informatização, as matérias, batidas à máquina, em laudas de papel, desciam para a oficina. Hoje, vão pelo cabo do computador.
Em termos de jargão do jornalismo há exemplos clássicos. Foto do entrevistado é "boneco". "Vou dar um boneco do Covas aqui no alto", diz o editor, apontando para a página. A continuação de uma matéria, na edição do dia seguinte, é "suíte". O chefe da reportagem: "Vamos suitar a invasão dos sem-teto". "Matéria" mesmo, em lugar de "reportagem", é um jargão. Em certas redações, antigamente, você flagrava um editor pedindo a um repórter: "Cerca essa vaca para mim." Geralmente era para apurar melhor uma notícia surgida "em cima do fechamento". Ou seja, perto do horário de fechamento da edição - hoje, em alguns casos, pernosticamente chamado "dead line". Mas, voltando à vaca. O que acontecia é que ela estava indo para o brejo...Outro bicho, este marcante no jargão do jornalismo, é a foca. Na verdade, "o" foca. Jornalista novo, inexperiente. Um foca. Consta que o apelido vem dos remotos tempos do flash a magnésio. Os fotógrafos dos jornais preparavam suas máquinas: focavam e deixavam o obturador (uma pequena "janela") aberto. Quando todos estavam prontos, alguém riscava um fósforo numa placa de magnésio e ela "explodia" num clarão. Essa luz passava pelo obturador aberto e impressionava a chapa, o avô do filme. Ocorre que alguns fotógrafos, inexperientes, demoravam para preparar a máquina - e atrasavam os outros. "Péra aí, estou focando." E os outros: "Foca logo, caramba". E mais tarde... "Ih, lá vem o foca". Esta é a história que eu conheço. Vendo o peixe como comprei.


Blog dos estudantes pesquisado :Deborah Cattani e Igor Carrasco http://tahnoar.blogspot.com/

4 comentários:

Anônimo disse...

é, vida de foca não é fácil!!!

Para´béns pelo blog, é através dele que vcs vão exercitar os neurônios para entender questões complexas sobre o jornalismo atual!!

bjos focas

Anônimo disse...

ei

o Fernando é, sim um workaholic, ele não deixa o cara ajudar nos trabalhos...

shauishaiushaiuhsaius

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http://geradordeimprobabilidade.blogspot.com/

Giuliana de Toledo disse...

A história do foca eu já sabia, mas foi bom vcs me alertarem sobre essas outras gírias. Muito útil pra eu não ficar com cara de boba quando ouvir um "pingão", "vaca" ou qualquer outra bizarrice jornalística.

Ah, visitem meu blog!

Rosa Magalhães disse...

Cá pra nós: jornalista é criatura que inventa modaaa!! Adoro essas deliciosas "bizarrices"! Beijos de foca :x)