domingo, 8 de junho de 2008

Experiência no rádio

Quinta-feira passada, dia 5 de junho, tivemos nosso exercício prático na rádio. O objetivo era criar e apresentar um programa jornalístico de vinte minutos. Os grupos haviam sido formados uma semana antes e houve também o sorteio da ordem dos programas.

Meu grupo era formado por: Allan Kuwer (meu colega de blog), Helena Gertz, Ian Corrêa, Marja Camargo, Matheus Strelow, Maurício Tomedi, Ramiro Macedo, Teófilo Menezes e Voltaire Santos. Fomos o primeiro grupo a ser sorteado. Azar ou sorte? Não sei responder, mas a parte interessante é que teríamos que por em prática uma organização maior que os demais grupos porque não haveria tempo suficiente para "últimos acertos antes do programa ir ao ar".

Combinamos de reunir o grupo na terça e quarta-feira anteriores ao programa para definir o roteiro, quem seriam os âncoras e quem seriam os repórteres. Stress básico na reunião. Pessoas pensam diferente, obviamente, e isso causa um pouco de atrito. Ficou definido assim: Helena e eu serámos os âncoras porque já fazemos estágio na rádio e temos uma noção maior de como operar os equipamentos. Os demais seriam repórteres cuja ordem e assuntos seguem aqui: Matheus (política), Ramiro (economia), Marja (mundo), Teófilo (cultura), Ian (polícia), Allan (geral), Maurício e Voltaire (esporte).

O roteiro foi baseado no do programa Café da Manhã que vai ao ar de segunda a sexta na Radiofam. Helena e eu participamos dele e m dias diferentes. Ian e Voltaire fazem o programa Fato consumado, mas pela decisão do grupo acreditamos que o primeiro roteiro se assemelharia mais.

Tudo certo no roteiro, mas faltava a trilha do programa. Helena Gertz sugeriu um jazz e trouxe um playlist com umas quinze músicas. Escolhemos Highblown de Chet Baker. Música muito legal por sinal, aprovada por todos os integrantes do grupo.

Chegou então o dia do programa. Não estávamos tão nervosos e isso contribuiu para o bom andamento do trabalho. Às oito horas fomos para o laboratório no térreo, passando a roleta, dobra-se à direita e encaminha-se para a última porta azul. Últimas dicas de Fábian e Pellanda e boa-sorte. Saímos do laboratório e fomos para o estúdio. Helena foi para a mesa de som, Strelow sentou do seu lado, Ramiro de frente para ele e eu deveria sentar-me de frente para ela, mas tive que voltar correndo para o laboratório e pegar um cabo USB a fim de passar a trilha do programa para o computador do estúdio. Corri e voltei para meu lugar. Às oito hora e trinta e três minutos começava o Plantão da Manhã.

O programa correu bem, segundo os professores, mas tivemos alguns errinhos mais "técnicos", como o volume da trilha do programa e quando esta deveria entrar. Apesar de metade do grupo nunca ter participado dos programas da rádio antes dessa ocasião, todos falaram muito bem. Mesmo assim quando o professor Fábian perguntou-nos o que tínhamos achado do resultado, me antecipei e disse que não tinha gostado. Justifiquei isso dizendo que em alguns momentos os repórteres se perdiam mas não por culpa deles. Talvez a presença dos âncoras tenha pecado um pouco nas transições de uma notícia para outra. Talvez não tenha ficado claro para eles e puxei a culpa para mim.


Fábian só me olhou e indagou: "Quantas vezes vocês já haviam feito isso?". Não precisei nem responder e ele disse ainda que os tais problemas técnicos não importavam.

Com um resultado considerado bom pelos professores, ficamos felizes. Gostei da experiência e penso seriamente em fazer rádio futuramente. Vimos a importância do roteiro, pricipalmente nos momentos em que nos perdemos. Sem o roteiro não conseguiríamos consertar os erros e ficaria aquele silêncio chato.

Gostaria de destacar ainda a fala de Allan. Para mim ele foi um dos que melhor falaram, senão o melhor. E isso não é puxação de saco só porque fazemos o blog juntos.

O próximo módulo será TV e, como fomos os primeiros no rádio, seremos os últimos a ir ao ar. Respondo agora à pergunta lá do início do texto: acho que foi sorte.

2 comentários:

Unknown disse...

Fantástico tudo que escreve, sorte do Allan em ter você como colega fica minha dúvida? Você na festa de caisr a "casa" digo minha casa??? Como quero que dêem certo nesta profissão maluka, acredito que terão de ser MUITO criativos, Penso que um Jornal ou Programa de BOAS NOTÍCIAS, vai demorar para vender, mais um dia vai ter alguém como eu que não quer saber de tanta desgraça...Você foi na festa que acabei levando uma galera pra casa???

Unknown disse...

Juro que é o último comentário fiz a matrícula do Allan, claro que me recomendou mto para não fazer barraco. Odiava fazer a minha na UFRGS, pensei na PUC tem de ser perfeita, é paga. Foi um pouquinho complicado, mas logo surgiu uma Profe, muito despachada. Deveria ser Enfermeira como eu, em Emergência, tudo so fast. Quando terminei a missão da matrícula, não suportei e compartilhei com a professora minha preocupação com o "Jornalismo Amado" de vcs, ela disse: Não se preocupe com o Allan, aliás, esta turma TODA é muito boa. Acho que seu nome era Ana Claudia, bom para vcs. Qd universitários nunca sabemos como estamos na cotação, vcs parece que estão bem.