terça-feira, 22 de abril de 2008

No dia-dia do Jornal



Dia 10 de abril, tivemos nossa aula teórica sobre jornal. Através de apresentação de slides no computador, os professores mostraram o funcionamento da redação de um jornal grande. Frisaram os horários em que começam as reuniões de pauta, as diferentes funções que um jornalista pode ocupar dentro da redação.

Outro ponto interessante, é que o jornalista não pode se prender apenas no que foi determinado pela pauta, porque novos fatos de importância maior podem ocorrer. Assim também, uma notícia que pode ter recebido uma importância grande pela manhã, pode não ter a mesma pela tarde e menos ainda à noite, no fechamento do jornal. É um clichê, mas mesmo assim não se pode deixar de citar que o mundo é realmente gigante e que com toda a rapidez na transmissão de informações proporcionada ,em grande parte, pela informatização, fatos novos chegam às redações dos jornais o tempo todo. Podemos dizer então, que o expediente dos profissionais desta área pode ter horário para começar, mas nem sempre para acabar.

E quem brilha, ao contrário do que muitos aspirantes à jornalista (pessoas como eu) podem pensar, não é só o profissional formado em jornalismo. Este depende de muitas outras pessoas para poder trabalhar, como o motorista que o leva para cima e para baixo à caça das reportagens; como as fontes das quais precisa extrair as informações para que possa transformá-las na matéria para o dia seguinte.

Nesta aula vimos também, os números de venda de jornais no Brasil e no mundo, os conceitos de jornal popular, tablóide e uma breve passagem por um tema já abordado em outras conversas de aula: o tal do "sensacionalismo". Tais conceitos foram exemplificados.

Outra parte que me chamou muito a atenção foi o funcionamento da máquinas de impressão dos jornais. Isso nos foi mostrado em vídeo. Máquinas enormes que imprimem rapidamente os exemplares a serem vendidos nas bancas e entregues na casa dos assinantes. Porém, toda essa impresssão de jornais envolve uma série de futuros problemas que teremos que enfrentar. O principal é o gasto de papel. É muito papel utilizado todos os dias em todo o mundo. E a principal questão é que toda essa quantidade de material vai para um mesmo destino: o lixo. Pode-se reciclar, mas esta é uma atividade bastante complexa de se realizar, uma vez que diversos fatores podem impedir a concretização do processo, como a mistura de outros resíduos ao papel. Se houver uma tampinha de garrafa plástica "escondida" no meio do amontoado de papel, o produto da reciclagem será perdido.

Mas não é só o problema ambiental que assusta. Como já dito em posts anteriores, é muito complexo fazer um jornal impresso, porque a dificuldade de mantê-lo atualizado é imensa, uma vez que ele só sai a cada 24 horas.

Uma única solução para os dois casos é o chamado "papel digital". Um pouco maior que um palm top, esta evolução tecnológica, consiste num display, ainda monocromático, que tem uma entrada USB. Por essa entrada, podem passar arquivos de texto variados como no formato .pdf os quais podem ser lidos na tela do dispositivo. Existe também a possibilidade de se passar músicas para ele. Mas voltando ao interesse do jornal, este poderia ser distribuído aos assinantes, de forma ainda a ser estudada, em formato a ser executado pelo dispositivo. Como está em formato digital, pode ser atualizado via internet, por exemplo. E o uso do papel "convencional" não seria mais necessário. É claro que tal mudança não ocorre de hoje para amanhã e em torno dela rondam diversos interesses da empresa e de seus anunciantes. Mas, mesmo assim, vale à pena esperar e ver, ou melhor, LER.



Fonte das imagens (por ordem de aparição)
http://www.artytour.com.br/ARTyTOUR/artytour_imagens/ma_jornal.jpg
http://www.vetorizar.com/enviados/2007/agosto/arquivos/lixeira.gif
http://www.mobileread.com/upload/custom/iliad2.jpg

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